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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Mateus 8 -11

Mateus 8
8:1-4. A purificação de um leproso. Leproso. Para descrição da lepra bíblica veja Lv.  13, 14. No V.T., esta enfermidade repugnante foi transformada em símbolo dos efeitos do pecado sobre o homem. (As leis não eram primordialmente higiênicas, pois uma pessoa completamente coberta com lepra podia ser declarada limpa; Lv. 13:12, 13.) 
5-13. A cura do servo de um centurião. Centurião. Lucas indica que ele apelou para Jesus por intermédio de anciãos judeus e outros amigos (Lc. 7:1-10). Os centuriões são uniformemente descritos no N.T, como homens de bom caráter (Mt. 27:54; Atos 10:22;  27:3, 43; e outros).
14-17. A cura da sogra de Pedro e outros. Tendo Jesus chegado à casa. Vindo de um culto na sinagoga (Lc. 4:38; Mc. 1:29). Ardendo em febre. Esperando hóspedes, esta enfermidade deve ter perturbado muito todos de casa. Servi-lo. A cura foi completa, sem recuperação gradual. A sugestão de que a esposa de Pedro já tinha morrido,  considerando que sua sogra o serviu, contradiz I Co. 9:5.
18-22. Entrevista com possíveis seguidores. A ligação cronológica desta passagem complica-se quando comparada com Lucas (9:57), que a coloca muita mais tarde. Talvez a primeira entrevista acontecesse quando Jesus preparava-se para embarcar, e Mateus acrescenta o último incidente no mesmo parágrafo, enquanto que Lucas agrupa três incidentes parecidos na ocasião.
23-27. Apaziguando a tempestade. Uma grande tempestade. A palavra geralmente usada para "terremoto" foi empregada aqui, talvez por causa da turbulência da água, tão violenta que aterrorizou até mesmo marinheiros experientes. Tempestades violentas não são raras na Galiléia.
28-34. A cura de dois endemoninhados (Mc. 5:1-20; Lc. 8:26-39). Terra dos Gadarenos. Foi assim denominada segundo a cidade de Gadara ao sul.
Mateus 9
9:1-8. A cura de um paralítico (Mc. 2:1-12; Lc. 5:17-26). Sua cidade. Cafarnaum (Mc. 2:1; Mt. 4:13). Paralítico. Este paralítico foi abaixado através do telhado por quatro amigos em virtude da densidade da multidão (Mc. 2:3, 4).
9-13. Vocação de Mateus, e a festa na sua casa. Todos os sinóticos registram este incidente logo depois da cura do paralítico. Mateus. Também chamado Levi (Mc. 2:14; Lc. 5:27).
14-17. Esta entrevista com os discípulos de João também deve ter acontecido na festa de Mateus (observe a conexão íntima em Lc. 5:33). Jejuamos muitas vezes. Ao jejum anual estipulado pelas Escrituras (Dia da Expiação) foram acrescentados jejuns para todas as segundas e quintas-feiras, que os fariseus e outros observavam, inclusive os discípulos de João (Lc. 5:33). A resposta de Cristo trouxe à baila a declaração do
próprio João (Jo. 3:29), comparando o ministério de nosso Senhor a uma festa de casamento.
18-26. A cura da mulher que tinha hemorragia e a ressurreição da filha de um chefe. Chefe. Um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, provavelmente de Cafarnaum (Mc.  5:21, 22).
27-31. A cura dos dois cegos. Esta narrativa e a seguinte são peculiares a Mateus.
Filho de Davi. Uma designação messiânica. Considerando que nessa ocasião Jesus estivesse evitando títulos públicos que pudessem ser considerados politicamente, ele não tomou conhecimento desses dois cegos até que todos entraram na casa.
32-34. A cura de um endemoninhado mudo. Ainda que os endemoninhados fossem freqüentemente violentos e loquazes, este era mudo e foi trazido por outros (foi-lhe trazido um mudo endemoninhado). Mateus descreve o acontecimento com um mínimo de detalhes, observando principalmente a reação da multidão.
35-38. Outra viagem pela Galiléia. As opiniões divergem sobre se este parágrafo descreve uma terceira excursão pela Galiléia
Mateus 10  
A Missão dos Doze. 10:1-42.
Depois de uma declaração explicatória e enumeração dos Doze, Mateus apresenta o desafio que Cristo lhes faz na sua primeira missão.
Mateus 11
 A Resposta de Cristo a João, e Discurso Relacionado. 11:1-30. Aqui Jesus responde a incisiva pergunta de João, presta uma homenagem pública ao seu precursor que se encontra prisioneiro, e castiga as cidades que O rejeitaram.


Sem. Elton Roberto

quinta-feira, 29 de março de 2012

ESTUDO BÍBLICO DO EVANGELHO DE MATEUS Cap. 5 – 7

Uma referência à, é uma indicação de que este discurso não foi proferido até que o  ministério do Senhor Jesus na Galiléia estivesse no auge. Outra prova está no nível  avançado das instruções nele contidas. Ao monte. Uma elevação sem nome, ao que  parece próxima a Cafarnaum, sobre a qual Jesus encontrou um lugar plano para falar (Lc.   6:17). Seus discípulos. Lucas mostra que a escolha dos Doze acabou (Lc. 6:12-16), e o  ermão foi, em primeiro lugar, para eles ( Lc. 6:20).  
a) Características dos Cidadãos do Reino. 5:3-12.  
Bem-aventurados. Felizes ou Abençoado. Uma descrição da condição íntima do  rente. Quando descrevendo uma pessoa dentro da vontade de Deus, é virtualmente  equivalente a "salvo", O Salmo 1 dá um quadro do V.T. do homem bem-aventurado, que  evidencia sua natureza por suas atitudes. As Beatitudes, também, não são  primordialmente promessas individuais, mas uma descrição do indivíduo. Não mostram ao homem como ser salvo, mas descrevem as características manifestas por aquele que nasceu de novo. Humildes de espírito. O oposto dos espíritos orgulhosos. Aqueles que reconheceram a sua pobreza nas coisas espirituais e permitiram que Cristo suprisse suas necessidades tornaram-se os herdeiros do reino dos céus.
Choram (Is. 61:3). Um sentimento de angústia por causa do pecado caracteriza o homem bem-aventurado. Mas o arrependimento genuíno concede o conforto para o crente. Considerando que Cristo levou sobre si os pecados de todos os homens, o conforto do perdão completo está à disposição imediata (I Jo. 1:9). Mansos. Só mencionados por Mateus. Uma alusão óbvia ao Sl. 37:11. A fonte dessa mansidão é Cristo (Mt. 11:28, 29), que a concede quando os homens submetem-lhe a sua vontade.  Herdarão a terra. O reino messiânico terreno.
Fome e sede de justiça. Uma paixão profunda pela justiça pessoal.
Limpos de coração. Aqueles cujo ser moral está livre da contaminação do pecado,
sem interesses ou lealdade divididos.
Os perseguidos por causa da justiça. Quando se estabelecer o reino messiânico, essas injustiças serão sanadas. 
b)Função dos Cidadãos do Reino. 5:13-16.
Sal. Um conhecido preservador do alimento, muitas vezes usado simbolicamente.
Vós sois a luz do mundo. Os crentes funcionam positivamente para iluminar um mundo que está nas trevas, porque eles possuem Cristo, que é a luz.
c)Padrões do Reino Comparados à Lei Mosaica. 5:17-48.
Não penseis que vim revogar. Cristo responde à objeção de que ele estivesse menosprezando o V.T, com a negação de qualquer esforço no sentido de anular ou revogar a Lei. Vim para cumprir. Cristo cumpriu o V.T, obedecendo a Lei perfeitamente, cumprindo seus tipos e profecias, e pagando o preço total da Lei como o Substituto dos pecadores.
A justiça do crente se baseia na justiça de Cristo que lhe foi imputada e obtida pela fé (Rm. 3:21, 22), que o capacita a viver justamente (Rm. 8:2-5). Só essa pessoa poderá
entrar no reino que Cristo proclamou.
Amai a vossos inimigos. O amor (agapao) prescrito é o amor inteligente que compreende a dificuldade e esforça-se em libertar o inimigo do seu ódio.
d) Atitudes dos Cidadãos do Reino. 6:1 – 7:12.
Jesus passa a comparar a vida honesta que ele espera, com a hipocrisia dos fariseus e seus seguidores.
Primeiro exemplo: esmolas. 
Segundo exemplo: oração. Os cristãos certamente perceberão, que a oração é possível com base nos méritos de Cristo. Nosso Pai. Uma maneira incomum de começar uma oração no V.T., mas preciosa a todos os crentes do N.T. Santificado. 
O significado aqui é "seja reverenciado e tratado como santo". Venha o teu reino. O reino messiânico. O pão nosso de cada dia. Perdoa-nos as nossas dívidas. Os pecados tidos como dívidas morais e espirituais para com a justiça de Deus. Assim como nós perdoamos. O perdão dos pecados, quer sob a lei mosaica ou na Igreja, sempre é pela graça de Deus e com base na expiação de Cristo.
• Terceiro exemplo: jejum.
• Quarto exemplo: riqueza.
• Quinto exemplo: ansiedade. 
e) Exortações Finais aos Cidadãos do Reino. 7:13-27.
A ordem de porta e caminho sugerem a porta como entrada para o caminho, símbolo da experiência crucial do crente com Cristo, a qual introduz à vida piedosa.
Aqueles que entram pelo caminho apertado precisam se precaver contra os  falsos
profetas,
que dizem guiar os crentes mas que na realidade praticam a mentira. Jesus solenemente sugere sua Filiação divina (meu Pai) e a sua posição de Juiz (naquele dia, hão de dizer-me), e adverte os falsos líderes (aqueles que profetizaram em nome de Cristo, expulsaram demônios e realizaram muitos milagres) que serão inteiramente desmascarados e julgados. 

Sem. Elton Roberto

sábado, 24 de março de 2012

ESTUDO BÍBLICO DO EVANGELHO DE MATEUS

O autor.
Abundante testemunho histórico atribui este Evangelho a Mateus, o publicano, também chamado Levi por Marcos e Lucas. Dúvidas recentes quanto à autoria de Mateus são o produto de hipóteses levantadas para explicação do Problema Sinótico. 
Mas essas hipóteses não podem alterar o testemunho da igreja primitiva, cujos escritores citaram este Evangelho com mais freqüência do que qualquer outro. 
Na qualidade de ex-cobrador de impostos, Mateus estava bem qualificado para produzir tal evangelho. Seu conhecimento comercial de taquigrafia capacitou-o a registrar  totalmente os discursos de Jesus. Sua familiaridade com os números reflete-se na sua freqüente menção de dinheiro, seu interesse em grandes quantias (Mt. 18:24; 25:15), e a sua preocupação com estatísticas em geral (1:17 por exemplo).
O estudo do seu conteúdo corrobora o testemunho de Irineu e Orígenes que declaram que Mateus foi escrito para os convertidos do judaísmo. Ele usa o Velho Testamento com mais freqüência do que os outros.
Muita atenção foi dispensada para demonstrar que Jesus preencheu a profeciamessiânica e foi, portanto, o Messias de Israel, que estabeleceria o reino prometido.
Portanto, o Evangelho de Mateus ocupa um lugar de destaque dentro do pensamento cristão que chega a justificar a sua posição de primeiro Evangelho em nosso Novo Testamento.

I. O Nascimento e Infância de Jesus Cristo. 1:1 - 2:23.
Genealogia de Cristo. 1:1-17. Esta linhagem de Abraão a Jesus, através dos reis da casa de Davi, tem a intenção explícita de apresentar os direitos de Jesus ao trono de Davi. 
Ainda que o trono estivesse vago por quase seis séculos, ninguém poderia esperar a devida consideração dos judeus para com o Messias se Ele não pudesse provar sua ascendência real.

II.  Nascimento de Cristo 1:18-25.
As circunstâncias do nascimento são apresentadas do ponto de vista de José, e alguns dos detalhes têm de ser formados a partir dele (vs. 19 e 20 por exemplo).

III.  A visita dos Magos. 2:1-12.
Mateus que é o único a registrar este incidente, mostra a contraste de atitudes entre os sábios que não eram judeus que viajaram de longe para ver Jesus e as autoridades judias que não foram capazes de caminhar cinco milhas.

IV.   Fuga para o Egito e o Massacre das Crianças. 2:13-18.
Novamente somos devedores tão-somente a Mateus por esta informação. Os dois incidentes relacionam-se com passagens do Velho Testamento. Essa relação entre passagens do V.T e N.T, é uma característica deste Evangelho.

V.   Residência em Nazaré. 2:19-23.
Lendo-se Mateus, poder-se-á supor que Belém era a residência original. Lucas explica, mostrando que Nazaré foi o primeiro lar. Parece que José pretendia ficar permanentemente em Belém até que seus planos foram divinamente alterados.

Sem. Elton Roberto

quarta-feira, 14 de março de 2012





BEM VINDOS AO "VITAMINA BÍBLIA"



"(...) antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós."  I Pedro 3.15

Sabemos que a Bíblia não precisa de defesa e sim de proclamação.
Defender a Bíblia, seria o mesmo que defender um leão. Simplesmente dê liberdade à Bíblia, e ela defenderá a si mesma.” Charles Haddon Spurgeon
Portanto, preguem o Evangelho tendo em vista unicamente a glória de Deus, ou então, segurem suas línguas.
“...estando sempre preparados para responder”. A atitude descrita é de mansidão e temor v.16, ainda que de prontidão. Esta também é uma qualidade concedida pelo Espírito Santo. Faz lembrar a advertência de nosso Senhor Jesus Cristo, "o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo" (Mc. 13:11). Lembra a apologética irrespondível de Estêvão (Atos 6:10) e Paulo (Atos 24:25; 26:24-28). Com boa consciência v16. Como vimos acima, a probidade de vida é a base da defesa.
Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor.” Spurgeon


Objetivos do blog:
• Prover os meios para se remover falsas convicções (ludibriações da Verdade); sob este
enfoque, é tarefa que pode (e deve) preceder ao Evangelismo;
• ajudar a estabelecer a justa relação entre “FÉ” e “RAZÃO”, levando o homem a
entender que a necessidade primordial da primeira não invalida a segunda;
• equipar os cristãos para a batalha pela fé nos dias contemporâneos.

Seminarista, Elton Roberto